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Servidores de São Vicente não terão reposição salarial em 2017. Concluiu a prefeitura em Audiência Pública.

Foto: Ailton Martins

Em Audiência Pública de prestação de contas aos servidores públicos realizada nesta quarta-feira (17) na Câmara Legislativa, a secretária da Fazenda, Miriam Cajazeira, disse que todos os esforços do governo de Pedro Gouvêa estão voltados para o pagamento da folha do funcionalismo público, e que o prefeito gostaria sim, de poder avançar e oferecer reposição salarial para os servidores, mas seria irresponsável, além de inviável porque as contas do município estão no "vermelho" e está sendo dificil organizar a máquina na velocidade desejada, portanto, os servidores precisam compreender esses esforços e terem paciência.


A audiência foi realizada no Plenarinho da Câmara e não no espaço onde ocorre normalmente as Sessões Legislativas, o que gerou certo desconforto dos participantes, pois o espaço não comportava a quantidade de servidores que compareceram, além de que, as perguntas feitas para a mesa precisava ser escrita num papel e um mediador da prefeitura efetuava a leitura da pergunta. Logo, devido o desconforto por ambos os motivos acirraram-se os ânimos, e alguns servidores iniciaram questionamentos em relação corte de cargos comissionados, assessores, falta de transparência de custos de secretarias e também de uma OS (Organizações Social) que atua na área da saúde em São Vicente, segundo as colocações dos servidores, cortes de cargos e do contrato com a OS contribuiriam com a reforma administrativa, portanto, com as finanças do município. Em reposta a secretária disse que o caso da Os precisa ser avaliado, o governo está ciente disso, e sobre os comissionados a questão é que o governo é composto também de cargos de confiança para atuarem em determinadas esferas para fazer a máquina caminhar.


As contas foram apresentadas por meio de gráficos em Power Point, inferindo por meio de dados de progressão de como as contas estão sendo administradas. Após alguns questionamentos mais polêmicos a audiência foi encerrada, segundo a mesa, nada mais havia para ser falado, somente cairiam em redundância. 

No entanto, ficou nítido que a audiência foi um tanta indigesta para os servidores que saíram com poucas respostas a respeito de quando a situação irá normalizar-se. O sindicato pronunciou-se apenas após ser questionado sobre sua posição, porém nada acrescentou, além de endossar a posição da prefeitura.

Foto: Ailton Martins
Sobre a Comissão de servidores

De acordo com Romualdo Rocha Sousa, diretor do Sintramem, a cerca de dois meses foi formado uma comissão de servidores para avaliar as contas da prefeitura, diante da avaliação esta comissão encontrou uma possibilidade de 5%, isto é, existe a possibilidade de reposição. Porém, para isso ocorrer, é necessário que haja cortes em alguns setores da prefeitura, a comissão, inclusive, indicou para o prefeito onde seria realizado esses cortes nas secretarias que possibilitaria economizar os 28 milhões necessários para garantir o dissídio.

Considerações

Por fim, não é apenas uma questão técnica a reposição salarial, mas também política, a partir do momento que o governo de Pedro Gouvêa (PMDB) sequer discute cortes em suas secretarias, ou mesmo apresenta as planilhas de custos de todos os cargos comissionados, além de prestadores de serviço e afins, ou seja, todas a contas.

Divulgação: 

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