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Mostrando postagens de Novembro, 2016

Escritor angolano Pepetela na Associação Cultural José Martí

No dia 04 de outubro de 2016 esteve na Associação Cultural José Martí (cidade de Santos) o escritor angolano Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos (Pepetela). A convite da Associação para falar sobre o processo de independência de Angola e a solidariedade cubana, Pepetela falou sobre sua participação na luta de libertação de Angola como combatente no MPLA (Movimento Popular de Libertação Nacional) e também sobre seu livro "Mayombe", (prêmio Camões em 1997) um romance baseado na organização do movimento, trazendo alguns questionamentos e reflexões sobre a luta por uma Angola livre. 
Cerca de sessenta pessoas estiveram presentes e puderam ouvir o relato emocionado de Pepetela ao falar de Cuba e os aprendizados adquiridos com um povo extremamente solidário, íntegro, internacionalista e que possui uma importância fundamental no processo histórico de libertação de Angola. Segundo Pepetela centenas de milhares de cubanos morreram em angola durante a guerra da independência, e …

Um ano e dois meses da morte de Emerson Santos e nenhuma resposta da Justiça

Guarujá, bairro Perequê.

No dia cinco de setembro de 2015, Emerson dos Santos da Silva, de 28 anos, ao sair de casa para comprar um lanche foi assassinado numa operação policial com um tiro no peito e outro na perna. A Polícia Militar declarou que Emerson juntamente com outras pessoas (que fugiram) teriam atirado nos PMs que averiguavam um ponto de droga, no revide a polícia acertou um tiro na perna de Emerson e em seguida outro no peito, declarou também que foram encontrados com Emerson, dez porções de maconha e 35 de cocaína, além de uma arma com três munições intactas e três deflagradas. 
Amigos e familiares contrapõem a versão policial, de acordo com a mãe de Emerson, ele havia chegado tarde do trabalho, assistiu um pouco de televisão e depois resolveu ir comprar um lanche, no caminho se deparou com a operação policial. Uma pessoa que presenciou o ocorrido disse que os policiais adentraram o bairro de modo abrupto e alguns jovens que estavam parados na esquina correram, pois sabem…

"O meu imposto pagou a bala que matou a minha filha [...] por isso eu acho que o Alckmin deveria se posicionar"

"O meu imposto pagou a bala que matou a minha filha [...] isso não é justo, por isso eu acho que o Alckmin deveria se posicionar e ter uma reunião com as mães [...] eu acho que no mínimo ele deveria fazer isso [..] são dez anos, mas pra mim foi ontem, eu não esqueço minha filha, da hora que eu levanto a hora que eu deito". 
Vera Lúcia, Mães de Maio, durante entrevista em 17/10/2016 no lançamento do livro "Mães em Luta: 10 anos dos crimes de maio de 2006" faz cobrança direta ao governador Geraldo Alckmin, dizendo que enquanto responsável pela Polícia Militar o governador deveria resolver de uma vez a situação de violência deflagrada pela polícia e, no mínimo marcar uma audiência com as Mães de Maio para ouvir o que as mães tem para dizer.

Uma história de luta

Vera é uma das mães que perdeu a filha grávida juntamente com o genro em 2006. O casal havia saído de casa para ir até uma padaria próxima para comprar um lanche, no caminho o casal foi abordado por um grupo de…

Existe um Estado de exceção contra os secundaristas de São Paulo

Crimes contra a humanidade, perseguição, tortura, assassinatos, desaparecimentos sempre foram formas utilizadas por ditaduras como forma de silenciar opositores, e assim destruir a história e a memória de um povo. No Brasil a ditadura militar cumpriu sem papel de tal forma que conseguiu além de apagar (parcialmente) a memória, conseguiu constranger de tal modo as forças contrárias que até hoje, muitos ainda se incomodam em levar adiante essa discussão, na fase de redemocratização na década de 1980, inclusive, muitos que foram torturados não gostavam que os movimentos sociais ficassem suscitando o fantasma dos crimes cometidos pelos militares, e deste modo, o silêncio mais uma vez garantiu que estados de exceção continuassem acontecendo, (vide o genocídio contra o povo negro e indígena) não é à toa a dificuldade de lutar pela memória e pela verdade. Hoje, toda a repressão desencadeada de modo escancarado aponta que precisamos reagir, os tempos de chumbo estão aí, e quem estão sendo os…

Luana dos Reis: Sete meses de mais um crime que continua impune

No dia 08 de abril deste ano, Luana dos Reis de 34 anos ao levar seu filho para escola, foi abordada por policiais militares, Luana ao ser parada pelos policiais não permitiu que os mesmos a revistassem, exigiu uma policial feminina, entretanto, os policiais (como de praxe) entenderam a exigência de direito como desacato de autoridade, com isso agrediram violentamente e caso não fosse a intervenção de familiares e vizinhos poderia ter sido morta naquele mesmo momento. Todavia, Luana veio a falecer cinco dias depois em decorrência de uma isquemia cerebral causada por traumatismo crânio encefálico segundo o IML (Instituto Médico Legal).
O caso ganhou repercussão nacional e uma campanha de mobilização foi realizada na cidade de Ribeirão Preto para investigação do caso, de acordo com a professora Roseli dos Reis, irmã de Luana, houve uma audiência na cidade para se ouvir os familiares, no entanto, na sequência um grupo de policiais também realizou uma reunião em apoio na câmara municipal…

Denúncia de tortura e espancamento na Casa Feminina Parada de Taipas (antiga Febem) SP.

A Casa Feminina Parada de Taipas (antiga Febem) na zona norte de São Paulo funciona dentro de uma unidade da Fundação CASA, e é destinada para jovens em cumprimento de medidas socioeducativas dentro da instituição. Na última quarta-feira (16/10) uma matéria produzida pela Ponte Jornalismo deu voz para as mães de jovens presas que denunciaram a pratica de tortura e espancamento ocorrendo dentro de Taipas e que os familiares estavam sendo cerceados de informações.
Nesta quinta-feira (17/10) no campus de direito da Universidade de São Paulo (USP) aconteceu lançamento do livro "Mães em Luta: 10 anos dos crimes de maio de 2006" que narra a história de mães que perderam seu filhos assassinados por grupos paramilitares no ano de 2006 em retaliação aos ataques da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Organizado pelo movimento social Mães de Maio, uma representante das mães de meninas presas em Taipas foi convidada por Débora Silva Maria, coordenadora do movimento para…

"Blitz: O Império que nunca Dorme": apresentação do prólogo durante ato contra PEC 55 na cidade de Santos

Na última sexta-feira (11/10) o grupo de Teatro Olho da Rua apresentou o prólogo da peça "Blitz: O Império que nunca Dorme" pela primeira vez em praça pública após a censura que sofreu no dia 30 de outubro, (anteriormente também foi apresentada na ocupação da Unifesp Baixada Santista). A apresentação foi em apoio a manifestação organizada por estudantes e professores que organizaram um ato contra a Pec 55, e ocorreu na Praça da independência no bairro Gonzaga, cidade de Santos. 
De acordo com o grupo será realizada uma apresentação oficial no dia 19 de novembro às 19h na Praça dos Andradas, centro de Santos, local onde ocorreu a censura por meio da Polícia Militar e o ator e diretor Caio Martinez foi detido e levado até 1° Departamento de Polícia de Santos, permanecendo por cerca de seis horas até ser liberado, após ter sido atuado por crime de contravenção: desrespeito aos símbolos nacionais.
Estiveram presentes neste ato diversos estudantes; secundarista e universitários,…

"Blitz: O Império que nunca Dorme" deveria servir de exemplo para a Polícia Militar. Débora Maria (Mães de Maio)

Débora Silva Maria coordenadora do movimento social Mães de Maio em entrevista concedida nesta quinta-feira (10/11) fala da importância da peça "Blitz: O Império que nunca Dorme" para promover a discussão sobre os crimes praticados pela Polícia Militar no país. De acordo com Débora é preciso discutir o modus operandi da polícia que tem assassinado centenas de jovens impunemente, disse também que o deputado estadual Coronel Telhada deveria ver a peça e vir à Santos para discutir em relação a polícia que ele representa, pois chamar a peça de lixo, só representa uma coisa, que a peça é boa e está cumprindo com seu papel, e isso incomoda, essa é a questão.E destaca uma parte da peça em que é colocado a história de um policial que "cai em si", e ao olhar no espelho sente vergonha por todos os crimes que cometeu, e nesse sentido a arte serviu para refletir quem são os algozes dos jovens assassinados de centenas de mães.

Logo abaixo a entrevista em vídeo:



Baixada Santista: Ato contra a PEC 241(55) e MP 746

Texto retirado do evento que está facebook

No dia 11 de novembro, será realizado o ato NÃO À PEC 241(55) e MP 746 na Baixada Santista. Concentração às 13h na UNIFESP da Silva Jardim, entrada pela Campos Melo para oficina de cartazes, o ato sairá em direção à Praça da Independência (Av. Conselheiro Nébias, Av. Francisco Glicério, Av. Ana Costa), onde nos uniremos às pessoas do ato “Nenhuma a Menos”, que ocorrerá às 17h. 
A Medida Provisória 746 que visa uma "reforma" ao ensino é na verdade um retrocesso e mais uma fase do processo de sucateamento da educação. Nela estão presentes: - Aumento de carga horária de 800 horas, para 1200 horas anuais. 
- A ameaça às matérias de pensamento crítico e auto conhecimento (Artes, Sociologia, Filosofia e Ed. Física) 
- A admissão de "professores" através de "notório saber", ou seja, pessoas sem licenciatura e sem estudo de pedagogia. Além de outras perdas de recursos de um sistema já precário, como a PEC 241 que ago…

De Acari à Zona Leste de São Paulo as execuções não param

Quem matou os cinco jovens? É uma pergunta que o Estado deve responder.

Foram encontrados neste último domingo (05) os corpos dos cinco jovens desaparecidos na Zona Leste de São Paulo que estavam desaparecidos desde a noite do dia 21 de outubro, eram eles Caique Henrique Machado Silva, 18; Robson Fernando Donato de Paula, 16, que é cadeirante, Jonathan Moreira Ferreira, de 18 anos; e Jones Ferreira Januário, 30. Os corpos foram encontrados na mata em Mogi das Cruzes, Região Metropolitana de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública divulgou nota confirmando logo no final da tarde de segunda que dois dos corpos são dos rapazes desaparecidos, os outros aguardam confirmação do IML ( Instituto Médico Legal). De acordo com ouvidor das polícias do Estado de São Paulo, Julio Cesar Fernandes Neves, foi um crime de execução "Existem tiros, um cadáver com dois tiros na cabeça, outro cadáver com vários fragmentos, a gente não sabe se é perfuração ou se são tiros de bala” . Sobre o envolv…

Coronel Telhada chama a peça "Blitz, O Império Que Nunca Dorme". de lixo na Alesp

“Se isso está sendo patrocinado pela secretaria de cultura, nós vamos trabalhar para isso não acontecer mais, porque a secretaria não pode patrocinar crime, aliás, se prepara, eu também estou representando junto ao Ministério Público contra o crimes que cometeram, e vão responder por isso, tenho certeza, se vocês acham que eu estou brincando, não estou, os senhores não nos conhecem, os senhores vão conhecer o peso da lei [...] e pediremos punições exemplares aos senhores [...] obrigado ao deputado Gianazzi por nos trazer essa informação [...] a hora que nós sabemos que a SEC que tem a obrigação de educar, ensinar, traz um LIXO desse à sociedade como cultura, a gente vê bem o nível intelectual que estão querendo informar as pessoas [...] lixo é para ser jogado no lixo, lixo é para ser posto no lugar certo [...] os senhores podem ter certeza, vou acompanhar esse caso de perto." 
Essa foi apenas uma pequena parte da fala do deputado estadual Paulo Adriano Lopes (PSDB) mais conhecid…

Em assembleia estudantes decidem ocupar UNIFESP Baixada Santista

Durante assembleia realizada hoje no final da tarde, estudantes da UNIFESP Baixada Santista decidiram ocupar a universidade em protesto a proposta do Governo Federal que pretende por meio da Pec 55 (antiga 241) congelar as despesas públicas por vinte anos. Com isso setores como a educação e a saúde seriam os mais impactados.

A decisão foi tomada pela maioria dos estudantes e logo após a decisão o comunicado foi feito aos professores e para direção da universidade. De acordo com informações divulgadas por estudantes por meio da rádio da universidade na madrugada de sexta-feira, os professores e a direção acataram a decisão que foi realizada de forma democrática. Segundo informações de uma estudante Policiais Militares foram até a universidade no inicio da noite, mas os professores dialogaram com os mesmos que decidiram ir embora.

No país inteiro diversas ocupações estão ocorrendo em escolas e universidades, o Governo Federal tem realizado a propaganda de que estudantes que prestarão o…

Há sangue Guarani Kaiowá na cana-de-açúcar do Mato Grosso do Sul relata Ládio Veron, liderança indígena

O caso dos Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul, talvez seja uma das realidades indígenas mais assustadoras dentre outras realidades de comunidades indígenas no Brasil. Vidas marcadas pela perseguição, pela morte e pelo descaso do Estado frente o massacre promovido por latifundiários do agronegócio, os Kaiowá são (quase) um povo em extinção, entretanto, como uma das principais características de comunidades guaranis é a resistência, estes resistem ao tempo e as balas de espingardas que já ceifaram somente nos últimos vinte anos mais de duzentos indígenas entre lideranças, mulheres, crianças e idosos. Apesar de todo esse massacre remontar um histórico desde a colonização, foi somente a partir de 2012 que a situação dos Guarani Kaiowá ganhou repercussão nacional devido um grupo ter emitido uma declaração de "suicídio coletivo" de cerca de 200 indígenas. De acordo com a declaração a morte seria a única forma de ação que a comunidade teria encontrado para responder a liminar em…

Geraldo Alckmin considera de "mau gosto" a peça, mas defende a liberdade de expressão?

O caso de intervenção da peça de teatro do grupo Trupe Olho da Rua e da prisão do ator e diretor Caio Martinez (na cidade de Santos) realizado pela Polícia Militar viralizou por meio das redes sociais de tal modo que escancarou a discussão sobre a violência policial, isto é, a forma arbitrária e autoritária como age boa parte da Polícia Militar no Brasil. Nos vídeos que se espalharam pelas redes - e foram muitos - em alguns deles ouve-se a confusão entre os próprios policiais que queriam impedir a peça, entretanto, não tinham combinado entre si como. E, com isso durante os questionamentos dos artistas que queriam entender o motivo pelo qual estavam sendo cerceados de apresentarem a peça, a resposta basicamente foi a de sempre: "desacato à autoridade". Todavia, é certo dizer que, a própria lei de desacato advém de épocas ditatoriais e encontra-se hoje, fora de seu tempo, partindo do principio do estado democrático de direito, o delito desacato é uma lei criada  - resumidamen…