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Mostrando postagens de Maio, 2016

Primeira audiência de julgamento de policiais que torturaram Ricardo Ferreira Gama

Ocorreu nesta terça-feira (31) a primeira audiência de julgamento de policias envolvidos na tortura de Ricardo Ferreira Gama, funcionário terceirizado da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). A tortura ocorreu em 31 de julho de 2013, dois dias depois Ricardo Gama foi assassinado com oito tiros por um grupo de encapuzados. (Leia informações do caso aqui)
Este primeiro julgamento foi para serem ouvidas as testemunhas apresentadas pelas partes e interrogados os réus, passando-se ao debate. De acordo com o defensor público Antonio José Maffezoli Leite que orienta o caso, parte dos depoimentos ocorreram, e nesta primeira audiência foi possível ouvir as testemunhas de acusação, no próximo dia 25 de agosto ocorrerá a segunda audiência para ouvir os réus e o restante das testemunhas que ainda faltam, precisamente as de acusação, e como todas (de acusação) estão sobre a Lei de Proteção de Testemunhas, o depoimento de algumas dessas ocorrerá em outra comarca e será sob sigilo, após essa…

Julgamento de policiais que torturaram Ricardo Ferreira Gama será nesta terça-feira (31)

Acontece nesta terça-feira (31) no Fórum da cidade Santos - SP a primeira audiência de julgamento dos três policiais que torturaram Ricardo Ferreira Gama, funcionário terceirizado da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), campus baixada. A tortura ocorreu em 31 de julho de 2013, dois dias depois, Ricardo Gama foi assassinado por quatro homens encapuzados em frente sua casa com oito tiros. 
Após o assassinato de Ricardo no dia 2 de agosto, se espalharam denúncias pelas redes sociais e também pela mídia de que sua morte seria decorrência da agressão policial que teria sofrido dois dias antes, onde estudantes da UNIFESP presenciaram e filmaram os policiais, com isso a morte seria uma espécie de queima de arquivo juntamente com um aviso de "mantenham-se em silêncio".

Apesar do Comando do 6° Batalhão da Polícia Militar da Baixada Santista e Vale do Ribeira por meio do coronel Benedito Roberto Meire ter inicialmente refutado as acusações e pronunciado que determinados grupo…

Mãe de secundarista denuncia que a Polícia Militar tem perseguido e assediado os estudantes.

O projeto do governador Geraldo Alckmin de reorganização escolar continua acontecendo por debaixo dos panos, salas de aulas estão sendo fechadas, Etecs estão em processo de fechamento e sucateamento, e por fim, o escândalo do roubo da merenda, por isso novamente os secundaristas de São Paulo voltaram às ruas e voltaram ocupar as escolas, porém como se não pudesse piorar, a Polícia Militar tem perseguido os secundaristas, tornou-se uma espécie de caça as bruxas. Neste vídeo o relato de uma mãe expondo toda a realidade brutal que a mídia burguesa esconde, e que precisa ser colocada em discussão, até mesmo por uma questão de proteção dos secundaristas

Assista ao vídeo com o relato:



A denúncia foi realizada no último dia 13 de maio durante o "I Encontro Internacional de Mães e Familiares de Vitimas do Estado Democrático" no anfiteatro do campus de direito da USP.

AÇÃO URGENTE: Comunidade Guarani Kaiowá em risco de despejo forçado iminente

Texto de Anistia Internacional

Apika´y, a comunidade Guarani Kaiowá mais vulnerável do Mato Grosso do Sul, mais uma vez está sendo ameaçada de despejo forçado. O juiz que emitiu a ordem de despejo estabeleceu um prazo de apenas cinco dias para o cumprimento da ordem, e as autoridades não realizaram consultas adequadas com a comunidade nem ofereceram alternativas de reassentamento. Segundo o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), parceiro local da Anistia Internacional, a decisão foi dada em favor do proprietário da fazenda Serrana, Cássio Guilherme Bonilha Tecchio, onde as terras ancestrais de Apika´y estão localizadas. O juiz que emitiu a ordem de despejo estabeleceu um prazo de cinco dias para o seu cumprimento, a partir do dia que a liderança da comunidade, Damiana Cavanha, for notificada. Este período de notificação é totalmente inadequado e, combinado com a ausência de consulta adequada ou fornecimento de alternativas de reassentamento para Apika´y, significam que as autorida…

"Memorial dos Crimes de Maio e das Vitimas do Genocídio do Estado Democrático"

"Ter a memória dos nossos filhos preservada dá um alívio [...] cada um que tem os seus filhos, preservem os vivos, e lute junto com nós e quem sabe assim o ano que vem nós não temos 50 mil, 60 mil adolescentes mortos, porque nós estamos ficando um país de velhos, porque os mortos são só jovens, antes dos trinta anos". Vera, Mães de Maio.
"É dez anos de sofrimento, é dez anos que a gente não vê essa justiça, mas é dez anos de consciência de dizer que esse Ministério Público de São Paulo não nos serve, porque se servisse teria punido os algozes do nossos filhos". Débora Maria, Mães de Maio.
Dez anos dos crimes de maio de 2006. 

Foi realizado entre os dias 11, 12 e 13 de maio o "I Encontro Internacional de Mães e Familiares de Vitimas do Estado Democrático" cujo objetivo foi fortalecer os laços de solidariedade e também para refletir e pensar junto com as mães e familiares que perderam pessoas assassinadas pela polícia formas de realizar esse enfrentamento d…

Mães de Maio & Gaviões da Fiel: Dez anos dos crimes de maio.

No dia 12 de maio ocorreu na sede da Gaviões da Fiel (torcida organizada do Corinthians) na cidade de São Paulo, uma atividade de rap em denúncia dos 10 anos dos crimes de maio de 2006, e também em repúdio a chacina ocorrida (em 18 de abril de 2015) na sede da torcida Pavilhão Nove, onde oito torcedores foram assassinados.
Os torcedores estavam na quadra para organizar as bandeiras para o jogo que ocorreria no dia seguinte, segundo informações de testemunhas, duas pessoas encapuzadas entraram na quadra da torcida, alguns minutos depois ouviram tiros. A polícia encontrou os corpos enfileirados e as investigações apontaram que foi execução. Durante o show torcedores levantaram cartazes pedindo por justiça, um grupo subiu ao palco e falou que aquele momento era de reflexão, não de festa, muitos assassinatos têm ocorrido na periferia de São Paulo e no Brasil inteiro, e está mais do que na hora dessas questões serem discutidas, a declaração da polícia sobre os crimes estarem associados ao…

Vidas marcadas pela perseguição: Indígenas Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul e a luta pela terra

Há 20 anos indígenas Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul vivem à beira de estrada (área de Apika´y,) fugindo de grupos armados à serviço de pecuaristas do agronegócio, durante esses anos diversos assassinatos já ocorreram, inclusive de crianças, e até o momento nenhum governo (seja à esquerda ou à direita) garantiu a proteção e efetivou direitos integralmente. O abandono, o preconceito, a intolerância, a luta e a morte têm sido a única realidade conhecida por esse povo que persiste e resiste.
O caso dos Guarani-Kaiowá é um dos casos (referente aos povos indígenas) mais gritantes no Brasil, e foi a partir de 2012 que ganhou repercussão nacional devido um grupo indígena Guarani-Kaiowá ter emitido uma declaração de "suicídio coletivo" de cerca de 200 indígenas, de acordo com a declaração a morte seria a única forma de ação que a comunidade teria encontrado para responder a liminar emitida pela Justiça de Naviraí (MS) que apresentava ordem de despejo da aldeia.

Parte da declara…

Mães de Maio: dez anos dos crimes de maio. O caso Davi Fiúza, jovem sequestrado por 23 policiais.

No dia 24 de outubro de 2014 um grupo de policiais abordaram o estudante de 16 anos, Davi Fiúza, no bairro de São Cristóvão, Salvador - BA, e o colocaram dentro de um porta-malas de uma viatura da Polícia Militar e o levaram, desde então, quase dois anos depois, o jovem continua desaparecido. Familiares foram na justiça, abriram inquérito, acionaram o Ministério Público, entretanto, até o momento há poucas respostas sobre o que aconteceu com o jovem. De acordo com Rute Fiúza, mãe de Davi, existem testemunhas que presenciaram o sequestro, porém, quem tem coragem de testemunhar contra policiais?
O caso ganhou notoriedade nacional quando a Polícia Civil indiciou 23 Policiais Militares pelo assassinato do jovem, e também por formação de quadrilha e ocultamento de cadáver. De acordo com o advogado da família Kleber Carneiro Filho, 19 dos indiciados seriam alunos do curso de formação da PM, os outros quatro entre tenente, cabo e sargento, e naquele dia estaria ocorrendo um tipo de "tr…

Completaram dez anos os "crimes de maio". Dez anos de impunidade num país que mata cerca de 60 mil jovens por ano.

Neste mês de maio completam dez anos que cerca de 600 jovens foram assassinados nas periferias do Estado de São Paulo, os crimes ficaram conhecidos como os "crimes de maio" e foram cometidos por grupos paramilitares em retaliação aos ataques do crime organizado (PCC) Primeiro Comando da Capital. Apesar de ser considerado um dos maiores massacres da história brasileira, a maioria dos crimes foram arquivados e as investigações encerradas com poucas ou nenhuma explicação. Até hoje, o silêncio (em relação os crimes) tem permeado a sociedade apagando a memória e o direito dos familiares de conhecerem a verdade e a justiça.
A única resposta que parte do Poder Público tem respondido sobre os crimes, é a declaração que foi um momento de conflito (uma guerra) e que as pessoas que morreram foram somente policiais e "traficantes". Entretanto, é uma afirmação que não condiz com a realidade de centenas de famílias que perderam jovens voltando da escola, do trabalho, ou que est…

II Cordão da Mentira Baixada Santista - 10 anos dos crimes de maio.

Em maio de 2006 cerca de 600 jovens foram assassinados por grupos paramilitares no Estado de São Paulo. Os crimes aconteceram em retaliação aos ataques da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Após dez anos, os familiares ainda não obtiveram nenhuma resposta, os processos abertos na época foram arquivados e o Poder Público permaneceu em silêncio, quando não, dificultando a discussão sobre o ocorrido. Hoje, o movimento social Mães de Maio, organizado na época dos crimes, segue a luta pelo fim da impunidade e pela justiça diante de um Estado totalmente omisso em contribuir com a apuração do crimes. De acordo com as mães os únicos avanços que ocorreram foram devido articulações do movimento com outras organizações e órgãos internacionais, caso não fosse isso, nenhum avanço teriam conseguido. 
Os anos passam e a ferida não se cura. Débora Silva Maria coordenadora do movimento diz sempre em sua fala a respeito dos crimes que, "não haverá um dia sem luta enquanto a …

Cordão da Mentira: 10 anos dos crimes de maio

De Cordão da Mentira,
O Cordão da Mentira Baixada Santista sairá este ano em maio relembrando os 10 anos dos Crimes de Maio, quando o Estado de São Paulo usou seu braço armado para massacrar civis nas periferias de São Paulo. Foram mais de 500 mortes de jovens periféricos em apenas duas semanas. Uma retaliação covarde da polícia aos ataques do PCC. Este que foi o maior massacre do período dito democrático no Brasil jamais foi investigado com seriedade. Pelo contrário, o Estado de São Paulo e seu ministério público arquivaram a maioria dos casos e impediram uma contagem precisa dos mortos. O Governo Federal por sua vez negou-se a federalizar as investigações. 
Aos mortos das periferias de São Paulo não se dá o direito de justiça e verdade. Por isso neste ano homenagearemos as guerreiras Mães de Maio, movimento de familiares de vítimas do Estado que exigem uma resposta do Estado pelos seus crimes e a desmilitarização da polícia. Com certeza de impunidade a polícia segue matando indiscr…