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Mostrando postagens de Abril, 2016

Navio prisão Raul Soares - Histórias da ditadura que não se apagam. Sítio de consciência.

Nesta segunda-feira (25) na cidade de Santos ocorreu o ato em memória as pessoas que foram presas no navio prisão Raul Soares, embarcação utilizada pelos militares durante a ditadura militar para prender líderes sindicais, militantes de partidos e de movimentos sociais, assim como qualquer pessoa dissidente do regime militar imposto em 1964.
O ato foi organizado pelo Comitê Popular de Santos pela Verdade, Memória e Justiça, de acordo com José Luiz Baeta membro do comitê, o ato é um sítio de consciência em memória das vitimas da ditadura, no entanto, busca também resgatar a história de luta da cidade de Santos que já foi conhecida como a "Moscou brasileira", no entanto, as ditaduras que permearam pela história brasileira desde 1930 tem silenciado e não permitido a construção de uma memória consolidada da classe trabalhadora na cidade, implicando sempre numa retomada de busca da justiça, da verdade e de uma cultura de solidariedade. 
Cerca de cinquenta pessoas compareceram ao…

Abril indígena: a luta pela terra, pelo reconhecimento e contra a discriminação.

Apesar dos livros de escola insistirem em contar uma história equivocada que transmite uma ideia anacrônica e um tanto exótica sobre a cultura indígena, principalmente no dia 19 de abril, eleito (pela pessoa não indígena) como o dia do índio, o mês de abril para os povos indígenas é um mês simbólico que representa a luta e a resistência durante 516 anos de perseguição, assassinatos e silenciamento de seus costumes. Portanto, no país inteiro diversas comunidades indígenas promovem fóruns de debates, manifestações culturais, encontro de vivências... Tudo isso com intuito de visibilizar a verdadeira realidade que se encontram submetidos os povos indígenas no Brasil; segregados do direito à terra e do direito à vida, isto é, do direito de viverem de acordo com seus costumes, suas tradições e de permanecerem em suas Tekoá
Além de tudo isso, há o preconceito e a discriminação que esse tipo de história constrói no imaginário da pessoa não indígena que, infelizmente, termina por entender o…

Jogos indígenas na Aldeia Paranapuã de São Vicente. Três dias de sabedoria guarani.

Aconteceu entre os 19, 20 e 21 de abril o primeiro festival de jogos indígenas na aldeia Tekoa Paranapuã, na cidade de São Vicente, litoral sul de São Paulo. O festival foi aberto a comunidade e o objetivo dos jogos foi apresentar um pouco da cultura guarani: seus costumes, suas tradições, culinária e cantos. Durante o festival houve apresentação dos corais de jovens guaranis, rodas de conversa sobre a cultura guarani e a realidade indígena atual entre outras questões pertinentes a aldeia como por exemplo, o processo que tramita na justiça sobre a retirada da aldeia do local. (leia aqui)
Galeria de fotos.

Logo mais será postado a cobertura completa em vídeo e fotos. Por enquanto segue pequeno resumo da festa logo abaixo:

Congresso Nacional: Uma ponte para o futuro de quem?

Este último domingo (17) foi um dia que ficará marcado na história do país, não apenas como o dia em que a Câmara dos Deputados votou pela aprovação do impeachment da Presidente Dilma Rousseff, mas também como o dia que em rede nacional de televisão as bizarrices dos deputados (maior parte) atolados em falcatruas compuseram um show de imoralidade. Para quem acompanha as votações da câmara, sinceramente, não houve novidade nenhuma, entretanto, dessa vez se superaram, foi um festival de discursos vazios, tacanhos, desconexos e extremamente carregados de uma suposta moral qual nenhum dos que sustentavam tal discurso a possuía, mas valia tudo, xingar, mandar beijo para os filhos, netos, homenagear ditador, ser misógino, homofóbico, contraditório, virou um circo e a assertiva que particularmente coloco é que, essa transmissão mostrou para o Brasil inteiro que o Congresso Nacional é um esgoto cheio de ratos, ali velhas e novas oligarquias se comungam e decidem o futuro do país à revelia da…

Raul Soares Nunca Mais! "sítio de consciência" na busca do resgate dessa memória.

Há 52 anos no dia 23 de abril de 1964, chegava ao porto de Santos o Navio Raul Soares, que viria se tornar a prisão e o terror dos dirigentes sindicais da Baixada Santista e de muitas outros companheiros que por lá passaram.
O Comitê Popular de Memória e Justiça propõe nesse dia um "sítio de consciência" na busca do resgate dessa memória "Pra que não se esqueça, pra que nunca mais aconteça!
Convidamos a todos (as) para participarem do ato em memória das vitimas e familiares dos que ficaram presos no navio prisão Raul Soares.
Dia: 25 de abril de 2016, segunda-feira às 18h
Local: área do porto, ao lado da barca de Vicente de Carvalho, atrás da Alfândega de Santos.
Presentes: Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Comissão da Verdade da UNIFESP, Rede Brasil (MJV)
Link do evento.

Apoiadores: Aelac - Associação de Educadores da América Latina e Caribe Apeoesp - Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo - Associação Cultural José Marti - BS CDH Ir…

A democracia que eu não preciso em tempos de ódio e golpes.

Nestes tempos conturbados onde a naturalização da violência se torna mola propulsora de palavras de ordem cheias de intolerância e ódio, onde assistimos toda uma mobilização débil politicamente, (em maior parte) entretanto, muito bem articulada por uma minoria parasita que sempre esteve usurpando das riquezas fruto do suor da classe trabalhadora. É triste pensar que isso acarretará um atraso gigantesco na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, isto é, na construção de uma sociedade mais humana, onde o estado de direito seria capaz de garantir dignidade por meio de direitos básicos/essenciais - e que hoje, século XXI, tudo isso já deveria ser entendido como questão fundamental para a vida de todos e o bem estar social. Infelizmente, não é assim, na prática o estado de direito somente funciona de acordo com o poder político e econômico que se tem no bolso, e a partir disso, o Estado é só uma muralha/monstro que segrega e legitima violência contra grupos sociais que histo…

Jogos indígenas Guarani Mbya em São Vicente.

Acontecerá nos próximos dias 19, 20 e 21 de abril o primeiro festival de jogos indígenas na aldeia Tekoa Paranapuã, na cidade de São Vicente, litoral sul de São Paulo. O festival será aberto a comunidade e nenhum valor em dinheiro será cobrado, apenas pede-se a contribuição solidária de 1 kg de alimento não perecível ou um produto de higiene pessoal. (no final do texto algumas sugestões)

O objetivo dos jogos é apresentar um pouco da cultura guarani: seus costumes, suas tradições, culinária e cantos. Durante o festival haverá apresentação dos corais de jovens guaranis, rodas de conversa, oficinas sobre a cultura guarani e a realidade indígena atual entre outras questões pertinentes a aldeia como por exemplo, o processo que tramita na justiça sobre a retirada da aldeia do local. (leia aqui)
A aldeia Tekoa Paranapuã fica no Parque Estadual Xixová-Japuí, um dos últimos biomas de Mata Atlântica remanescentes. No parque podemos encontrar cerca de 319 espécies de animais. (leia aqui texto s…