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Mostrando postagens de Julho, 2015

Ayotzinap: Documentário sobre os 43 estudantes desaparecidos no México

Os estudantes mexicanos desapareceram quando tiveram o ônibus que os transportavam interceptado pela polícia local em Iguala, povoado de Ayotzinapa, estado de Guerrero. Os estudantes se dirigiam a um protesto para reivindicar por melhores condições em sua escola. (O protesto seria num evento da esposa do prefeito) Todos os secundaristas pertenciam a Escola Rural Normalista, cujas condições encontram-se precárias, devido os cortes de direitos promovidos nas últimas décadas pelo Estado. De acordo com Hilda Legidenõ Vargas, mãe de um desaparecido, "o Governo Mexicano sempre pisoteou nos direitos indígenas, nossa região sempre sofreu com questões de educação, água, terras, saúde... Povos indígenas são sempre excluídos... Nos oprimem quando nos manifestamos, quando levantamos nossas vozes",  O caso ganhou notoriedade internacional, entretanto, o Governo Mexicano tem a todo custo tentado silenciar o caso, principalmente, depois do precedente aberto em que durante a busca pelos estu…

Festeja Juventude: 25 anos do ECA - Diga Não à Redução!

Nesse domingo, dia 12 de julho, se realizou em São Vicente na favela México 70, um dia de atividades em comemoração aos 25 anos do ECA (Estatuto da criança e do adolescente). Organizado pelo Coletivo Redução Não é a Solução que vem desenvolvendo debates na região a cerca da redução da maioridade penal, o objetivo foi aproveitar a data “comemorativa” e construir um canal de diálogo com a comunidade do bairro e conseguir abarcar as crianças e pré-adolescentes na problematização do estatuto e da redução da maioridade penal, mas não de forma rígida, hierárquica e com “discurso pronto”. Mas sim, horizontal e respeitando a autonomia local. 




Para isso foram realizadas oficinas culturais com intuito de estimular rodas de conversas em que as próprias crianças e pré-adolescentes protagonizassem o debate e contribuíssem com a construção coletiva da própria atividade que estava sendo realizada. E ocorreu que as crianças se apoderaram da praça e das atividades, inclusive, reivindicando mais eventos…

25 anos de Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Neste domingo dia 12 de julho o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 25 anos. Importante conquista no período de redemocratização do Brasil que trouxe avanços nos direitos de cidadania para crianças e adolescentes. Entretanto, após esses 25 anos de existência, muitos desses direitos não foram efetivados na prática. Isto é, ainda vivemos uma realidade de extrema exclusão social, onde camadas empobrecidas continuam sem acesso aos direitos essenciais. 

Incapaz de criar condições que possam garantir justiça e igualdade social, o Estado tem adotado uma política cada vez mais opressiva, promovendo políticas de punição e encarceramento como combate à violência.
Redução
A discussão em voga no momento é a redução da maioridade penal, cujo projeto de lei foi elaborado por um parlamentar que responde na justiça por casos de corrupção. Absurdamente contraditório, afinal, isso não é colocado em debate. Para piorar as mídias corporativas corroboram pautando a discussão de modo enviesad…

Jardim São Luiz: Mais uma chacina, até quando?

De acordo com apontamentos feitos pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Jardim São Luiz na zona sul de São Paulo é considerado um dos bairros mais violentos do mundo juntamente com o Jardim Ângela e o Capão Redondo. Somente neste ano, desde sete de março de 2015, em torno de 23 pessoas foram assassinadas, segundo o Fórum em Defesa da Vida (Entidade compostas de diversas organizações sociais) criado em 1996: 
1. Dos mortos nesses dias todos eram pretos ou pardos,  2. Não foi preservado o local (ou cena) de nenhum dos homicídios,  3. Alguns dos jovens baleados nas proximidades do Hospital Campo Limpo foram levados, ainda em vida, para o Hospital M’ Boi Mirim, e no trajeto, antes mesmo de qualquer atendimento médico, vieram a óbito;  4. São inaceitáveis as justificativas que circulam na mídia: “de que se fossem criminosos suas mortes seriam aceitáveis”;  5. Alguns dos jovens baleados foram transportados por veículos da polícia (ação proibida segundo resolução da SSP – SP);  6. Os familia…

O preconceito contra o funk tem a ver com ódio de classe

O preconceito contra o funk tem a ver com ódio de classe e isso é muito perigoso, principalmente porque esse ódio tem sido assimilado e remontado em discursos à esquerda. Críticas carregadas de moralidades e julgamentos que não levam em consideração uma discussão mais aprofundada sobre a realidade de quem produz, e por que produz tal conteúdo?
Na linha da história do funk ele sempre esteve à margem. Primeiro como manifestação não aceita como música. Segundo porque sempre foi sentenciado como expressão esvaziada de conteúdo e que possui vários preconceitos sendo reproduzidos por meio dele. Terceiro porque ostenta, daí toda uma geração fica reproduzindo uma cultura capitalista.

Resumindo: todos os outros gêneros musicais são perfeitos e o funk é uma desgraça. Só que não. Porque gostem ou não, o funk é umas das formas de resistência e ressignificação da vida de uma juventude sem perspectiva de trampo, de espaços de manifestação, de educação, de saúde, dentre outros direitos que são violado…

Baixada Santista: Panfletaço contra a redução da maioridade penal

Neste domingo (28) ocorreu na cidade de Santos um “panfletaço” contra a redução da maioridade penal. Organizado pelos Coletivos: Redução Não é a Solução Baixada Santista e Contestação. O panfletaço teve como objetivo dialogar com a população sobre as questões que envolvem tal discussão.


De acordo com Débora Camilo "o que queremos debater com a sociedade de forma clara: é sobre a questão da redução da maioridade...  a gente percebe que a grande mídia passa informações que, na maioria das vezes, não são verdadeiras, e as pessoas acabam se baseando por conta dessas informações, e hoje, nós temos um número absurdo, dizem né? Que chega a 90% de pessoas que são a favor. Mas essa concordância é pautada em dados que não são verdadeiros. [...] Aí o estado quer culpabilizar o jovem, sendo que o estado é omisso com suas obrigações". 


Junior Andrade do Movimento Contestação "o espaço que temos pra discutir é muito pequeno, por isso a importância de vir pra rua cada vez mais, dialogar…