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Mostrando postagens de Abril, 2015

Higienização no centro de São Paulo e o silêncio cúmplice

Operação cracolândia realizada pela prefeitura de São Paulo ontem (29) resultou em mais violência, mais truculência policial contra pessoas em situação de rua. Bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e prisões. No noticiário tendencioso da mídia burguesa, tentaram justificar a violência policial associando o caso com o tráfico de drogas.
A operação da prefeitura tem o nome “Braços Abertos”, mas deveria se chamar "Desce o Braço", depois do que aconteceu ontem. (o nome caberia melhor) Infelizmente, não é a primeira vez, se tornou uma praxe essas operações higienistas com o manto da “preocupação social”. A gestão de Haddad (PT) neste sentido tem seguido a mesma lógica de seu antecessor Gilberto Kassab (PSD) que municiou o centro de São Paulo de policiais e de programas de perseguição a camelôs e pessoas em situação de rua. Em 2013 Haddad já havia se colocado a favor da internação compulsória, segundo ele, desde que a ação não seja, exclusivamente, repressiva.
Desde 2012 qua…

Um caso de amor com a catraca, com a tarifa e com as empresas.

Não é possível encontrar outra definição para a relação existente entre os políticos e as empresas de transporte, senão um caso de amor, de romance inabalável, igual aqueles das telenovelas onde o impossível é possível. Essa assertiva é do MPL (Movimento Passe Livre). E não tem um dia que eu não pense que essa é a mais pura verdade.
Pois é, as jornadas de junho de 2013 ficaram para trás e a vida continuou como sempre. A politicagem dando as cartas e do modo que lhe convém. Em todo Brasil as tarifas de transporte público aumentaram. Na Baixada Santista não foi diferente, as treze cidades que compõem a região tiveram aumento da tarifa. Algumas cidades como a de Santos e de São Vicente para fugir dos protestos, (caso eles surgissem) resolveram retardar o reajuste. E para mostrar algum empenho no assunto tão discutido em 2013, as prefeituras realizaram audiências públicas, debates, seminários, licitação... (entre outros blábláblás) Na verdade, fizeram marketing enquanto fingiam discutir co…

Cordão da Mentira baixada santista: “Nossos mortos têm voz”

A cada três assassinatos cometidos no Brasil, dois são de jovens negros de 15 a 24 anos de idade, revela o Mapa da Violência 2013, elaborado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americano (Cebela). O número de mortos nessa faixa etária é maior do que as vítimas de conflitos armados em outros países, como o Afeganistão, considerando apenas os dados de 2004 a 2007.
Nesta sexta-feira (17) o Cordão da Mentira juntamente com outros coletivos da baixada santista promoveram um cortejo em repúdio à violência contra jovens de periferia promovida pelo Estado. Durante a caminhada diversas falas e intervenções artísticas questionaram o silêncio do Estado diante de um processo avassalador de assassinatos que vem ocorrendo, qual é caracterizado pelos movimentos sociais e de direitos humanos como prática de extermínio da juventude negra e periférica. O tema do ato, “Nossos mortos têm voz” apontou para os crimes que continuam sem solução.
O cordão teve inicio na Praça dos Andradas, centro de Santos…

Assembleia dos professores da rede estadual no Settaport: A greve continua

Nesta quinta-feira (16) ocorreu no Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários (Settaport - Santos) assembleia dos professores da rede estadual que estão em greve na baixada santista, e foi decidido por unanimidade que a greve na baixada irá continuar. Portanto, os professores continuarão mobilizados por melhores condições de trabalho, entretanto, a greve não se trata apenas de reajuste/equiparação salarial, mas sim, de luta ampla por uma educação de qualidade. Com isso de acordo com a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) é imprescindível promover um diálogo com toda a sociedade para mobilizar de modo consciente e esclarecer que a paralisação dos professores no Estado de São Paulo (que a mídia tenta invisibilizar e o governador ignora) é porque a situação da escola pública atingiu o limite. E não será uma luta fácil, porém não tem arrego! 

Após a assembleia, os professores realizaram uma passeata pelo centro da cidade de Santos e vale ress…

Professores, presentes! A greve continua. Alckmin, a culpa é sua!

Na câmara legislativa de São Vicente nesta quarta-feira (15) professores da região juntamente com a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) realizaram ato público para esclarecer e conscientizar a comunidade vicentina dos motivos reais da greve e exigir o posicionamento dos representantes políticos locais.   
De acordo com os professores o Governador Geraldo Alckmin de modo intransigente tem insistido em querer retirar a legitimidade da greve, contradizendo as reivindicações, colocando que elas são equivocadas e que as paralisações têm sido convocadas por professores “temporários” (categoria “O”) que não aceitam a “duzentena”, que é uma exigência de uma lei de 2009 que rege a contratação de temporários em todo Estado, e por isso atender as reivindicações seria burlar a lei e prejudicar os concursados. Para a APEOESP que está à frente da mobilização, o objetivo desta lei é a não configuração de vínculo empregatício, de modo a tornar cada vez mais pre…

Lutar pela terra, por um direito que lhes pertence há mais de 2000 anos.

Neste último sábado dia 11 de abril de 2015, indígenas da baixada santista marcharam da aldeia Paranapuã (localizada no Parque Estadual Xixová-Japuí) até a Praça Tom Jobim (centro de São Vicente) para exigir demarcação de terras e respeito às comunidades originárias.
De acordo com o cacique Alcides da aldeia Paranapuã, essa foi uma primeira marcha cujo objetivo é exigir os direitos indígenas negligenciados pelo estado, além de promover a discussão sobre o reconhecimento dos povos indígenas e das terras no litoral paulista. 

A aldeia de Paranapuã, por exemplo, não é reconhecida pelo estado e o município cala-se, apesar das 16 famílias que vivem na aldeia, sendo que boa parte composta por crianças e adolescentes. Com isso, os índios das aldeias de Paranapuã não podem cultivar a terra para produção de seus próprios alimentos. Outro fator perverso é que há uma lei no município proibindo que os indígenas comercializem seus artesanatos nas ruas da cidade, somados a isso, existe o preconceito …