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Mostrando postagens de Março, 2015

Reduzir a maioridade penal é protocolar aval para o Estado moer pobre.

A redução da maioridade penal é inconstitucional. No art. 60, §° 4, IV, as chamadas “cláusulas pétreas”, que contém a seguinte redação: “Não será objeto de deliberação proposta de emenda constitucional tendente a abolir: direitos e garantias individuais”. Na base desses direitos intransponíveis, conferiu-se trato especial à proteção da Criança e do Adolescente, principalmente no que diz respeito à vida, à saúde, à educação, ao lazer, à dignidade etc. (art. 227, da C.F). Previu-se ainda, que os menores de 18 anos não são censuráveis penalmente, sujeitando-se à norma especial (art. 228, da C.F). Querer alterar essas cláusulas tão importantes para garantias e proteção é um atentado à democracia e ao estado de direito. E olha que mesmo com essas “cláusulas pétreas”, há muito ainda para se discutir sobre a aplicabilidade, que pouco tem se efetivado, isto é, se com uma lei instituindo garantias ainda há muito a ser feito, alterá-la, será um imenso retrocesso. Pois é, E, no entanto, para surpr…

Tarifa do transporte público vicentino aumenta R$ 0,50 e Cooperlotação considera pouco.

Nesta última segunda-feira (23) o valor da passagem do transporte público municipal aumentou em R$ 0,50 na cidade de São Vicente. Apesar da constante  propaganda de que não haveria, o reajuste era previsto, do mesmo modo o descontentamento dos usuários que o consideraram abusivo diante de um serviço cheio de problemas. Já os Diretores da Cooperlotação, juntamente com o advogado jurídico da cooperativa, João Guilherme, em resposta ao aumento, explicaram que ele aconteceu abaixo do indicado pela planilha de custos que a cooperativa de lotações enviou para a Prefeitura e que isso, inclusive, poderia prejudicar o sistema.
Nesta última quinta-feira (26) trabalhadores (de lotações) juntamente com os representantes da Cooperlotação lotaram a câmara legislativa vicentina para apoiar o aumento e com faixas e cartazes manifestaram que o reajuste foi pouco, querem mais, e que o justo seria a passagem custar o valor de R$ 3,52.  Ou seja, a tarifa que custava R$ 2,60, e agora custa R$ 3,10, o just…

Estudantes vão às ruas para denunciar o sucateamento da educação

A greve continua, Alckmin a culpa é sua!

Estudantes da cidade de Santos realizaram nesta quinta-feira (26) a segunda manifestação em apoio à greve dos professores da Baixada Santista. De acordo com o movimento o objetivo é mobilizar a população para o debate sobre a educação púbica que está sendo sucateada no país. No início deste ano, por exemplo, o governo federal (PT) em decreto presidencial cortou do orçamento da Educação cerca R$ 7 bilhões anuais, e no estado de São Paulo, há duas décadas que o governo do PSDB vem destruindo a educação pública.

De acordo com os estudantes é imprescindível que a sociedade abarque esta luta, educação não é mercadoria, educação é um direito social assegurado pela Constituição, e, no entanto, a forma como a educação pública está sendo tratada pelos governantes é um desrespeito, uma violação de um direito básico essencial, um bem comum, e por isso, não é possível aceitar essas condições que são impostas em silêncio. Hoje, a realidade do educador da esco…

Sem Pantim: E os tambores da resistência soaram alto!

O grupo de maracatu vicentino Sem Pantim esteve na Casa do Mangue neste sábado (14), e sobre o comando do mestre cirandeiro Amir Pires rolou uma pequena oficina de maracatu pra galera que compareceu para conhecer um pouco dessa riquíssima manifestação cultural da música pernambucana afro-brasileira. 
O grupo foi fundado em 2007 e possui um vasto curriculum de apresentações pela região. 

Para saber mais sobre o grupo acesse o site do Grupo Sem Pantim e confira a galeria de fotos, vídeos, notícias e também um pouco do histórico deste importante grupo da baixada que vem contribuindo (muito) para a difusão dessa manifestação cultural tão importante para identidade cultural de nosso país, e no entanto, é pouco conhecida na região.
1. Pantim é uma palavra utilizada no vocabulário nordestino, que significa artimanha, trejeito, disfarce com o objetivo de esconder algo a outrem (“Deixe de pantim e venha simbora!”). 



OBS: "O maracatu ainda hoje é considerado, por vários seguimentos da sociedad…

A semeadura é fundamental

Existe um lugar no qual parte das esquerdas deveriam se preocupar mais, um lugar muito mais importante que um espaço institucional, um lugar onde as discussões são fundamentais e surtem muito mais efeitos que ficar discutindo com conservadores em redes sociais. Este lugar, obviamente, é a realidade cotidiana.

No trabalho, na escola, no bairro, dentro dos ônibus, na fila de espera de um hospital, na creche, na feira, nos espaços de cultura, de convivência... É exatamente nestes locais que o estimulo à organização e à problematização da realidade encontram terrenos férteis para se plantar sementes de empoderamento popular - sementes que podem combater qualquer panelaço e qualquer rechaço de direitos.
E, no entanto, por causa da disputa de um discurso momentâneo - estes locais são esquecidos, quase que abandonados, ignorados... Difícil dizer se por miopia ou preguiça. O fato é que a maior parte da energia colocada nas lutas tem se dado num campo virtual, de discussões teóricas, círculo de …

A direção da vida

Estupefato pelo tempo
Meu corpo apodrece na escuridão
Rubrica de quem fui um dia
Calo-me em ruína

Não por falta de coragem
Ou coiso do tipo, apenas
Estou cansado deste lugar
Destes insistentes valores medianos e hipócritas

Que gotejam porra e cheiram como merda

Só estou aqui pelas obrigações sociais
Quais sinto ânsia e profundo desprezo
Antissocial e anticultural -  eu sou navalha na carne

Viver a individualidade não é doença 
Não é promiscuidade
É cura deste abismo que corrói 
Dia a dia 
Todos nós
Sem piedade

Até que de abandono, de reumatismo, de solidão
De alzheimer, ou de alguma porra de vazio existencial de merda

Todos morreremos 
Fatidicamente
E sem aplausos

Pois a vida só caminha em direção à morte

Documentário: Macuco: um bairro operário

Após um ano e meio de pesquisa, entrevistas, bate-papos, dúvidas e alguns problemas técnicos, está finalizado o vídeo sobre o bairro macuco. Neste registro há um pouquinho da história, da cultura e dos costumes deste bairro operário. Um bairro construído pelos próprios moradores, em maior parte trabalhadores do porto; de armazéns de café, de açúcar... De navios que vem e vão com seus apitos que cortam a manhã cinzenta e atravessam a vida de quem mora no macuco - o bairro mais antigo da cidade de Santos - que antes fora conhecido como “o grande macuco”, onde 30% da população da cidade morava no bairro. Mas fatiado pelo tempo e pelas especulações financeiras e políticas virou dois, três e quantos mais a memória possa guardar na mente e no coração de quem viu as mudanças acontecerem, e boa parte delas, à revelia da população.

(Para entender melhor toda essa questão leia também matéria completa no link abaixo)
Túnel submerso (Santos/Guarujá) e a luta de uma comunidade contra o Estado
O bai…