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Mostrando postagens de Maio, 2014

Vilania

Eu tenho meus dilemas
Minha chateações
Meus versos, minhas canções
Minha raiva e minhas frustrações

Tudo isso bem guardado num quarto escuro
Que deixo empoeirar
E poucas às vezes, disponho-me a visitar

O tempo é inimigo dos sonhadores
O tempo é inimigo de tudo que não caminha a seus passos
E neste descompasso, vou tentando improvisar

Sobrevivendo a dor que tomou conta do mundo
A vilania dos charlatões, as correntes e as prisões 
Das palavras, das ideias, dos pensamentos
E de tudo que é de plástico, copiado e sem essência

Verborréia

Lá vem alguém de novo explicar o sentido do universo
Dizer o que eu tenho que comer, como eu tenho que me vestir
O que eu tenho que ler...  A forma como tenho que limpar meu cu

Traduzindo: vomitar teorias e cagar regras

Pois é, essa porra de vida
Se mede pelo tamanho do conceito que se caga
Limpe meu rabo e veja que minhas pregas não flexionam verbos
advérbios e conjugações tediosas de merda

Que só os escravos
Que só os idolatras
E aos mentirosos servirão
Lambedores de ferida - Covardes e despótas

Vomite mais um pouco deste lixo intelectual
Que entala sua garganta, estufa seu peito e te enche de orgulho
Vazios como as ordens e as métricas que te guiam
Matemática delirante do nada

Eu debocho deste mundo assimétrico, belo e hipócrita
Sou tese e antítese no cu do infinito
Esporrado neste contraste chamado ideologia

Não tente me impor nada
Não ouse colocar suas mãos sobre mim
Considero um estupro
Quando sou obrigado a preencher vazios

Não sou divã de ninguém
O hospício é meu lar

Palavras só cumprem funções especí…

Um limite


     um limite
                  para sonhar


      um limite
                    que fere igual faca

E não há nada
                      nenhuma força
                                              capaz de impedir

Nada!

Estamos sozinhos
                           e as estações mudam todo tempo

Esconder-se
                   Ir pra guerra
                                      Ou, atirar-se pela janela

O que há de concreto
                                 é a miséria e o desespero

Sob as sombras
                         de um amor que mata...