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Mostrando postagens de Abril, 2013

Me deixa morrer de tédio enquanto posso

Me deixa morrer de tédio enquanto posso
Me deixa encher a cara e dormir na rua enquanto posso
Me deixa transar e me masturbar enquanto tenho vontade
Me deixa... pelo menos 
enquanto a promiscuidade ainda não foi institucionalizada como crime

Sinceramente,
estou pouco me fudendo para a moralidade
Cago e ando para leis que não me deixam gozar

E não venha me falar em códigos
Sou bicho solto e meu dialeto  só cabe palavrão

Cu
Buceta
Rola
Porra
Caralho

Doeu?
Não dói nada! Deixa entrar
Deixa viver e liberte-se de tudo que pasteuriza e torna tudo estéril
Só a vida em orgasmo vale a pena!

Minha fúria

Tenho me sentido muito mal
Não é fácil chegar aos 36
Não é fácil olhar e ver poucas mudanças

Tantas traições
Tantas desesperanças
E tantos novos discursos

A verdade que vejo é perversa
Se continuo é por pura teimosia

Porque chego a essa idade tão desconfiado quanto antes
Tão pior e amargo quanto nunca fui

Não vejo futuro... Não vejo nada!!!
Somente uma maldita fé que quanto mais a tenho
Mais desconfio e mais odeio teorias e conversas que nada movem

Pois enquanto tudo é sistematizado
Vidas se perdem
E a minha vai junto
Perdida, embaraçada... Covardemente tratada como lixo

Confesso cegueira de tanto ver
De tanto sentir fome
E a fome amigo, dói e te muda tanto
Que nem vale a pena lembrar

Mas isso, deixa guardado
Um dia te conto mais...
E talvez tu entenda minha inconstância

Minha fúria
Meu silêncio