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Mostrando postagens de Fevereiro, 2013

Eu poderia

Eu poderia ser Shiva 
Eu poderia ser Frida 
Eu poderia ser o céu, o sol e a lua

Eu poderia ser Abapuro
Iara, curupira, urubu

Eu poderia ser as águas de março
Todos os sonhos, mentiras 
e tudo que é humano e falho

Eu poderia ser Marte, Netuno, Plutão
Oxum, Ogum e Iemanjá

Viajaria num rabo de foguete
Beberia todo fel, todo o mel e absorveria caos
Me libertária numa era de significados sem significantes
Eu me feminilizaria

Eu tudo poderia, tudo! Segurar o mundo entre os dentes
Deter toda a máquina e desvendar todos os mistérios
Mas sou apenas um par de seios que te amamenta
E isso é o suficiente para ser tudo o que jamais pensei ser

Ah! Minha linda cidade vicentina ( parte II )

São Vicente
Eu te pergunto: Você é uma cidade feliz? Com todos os vermes e parasitas que te usurpam?
São Vicente Eu te pergunto: Quantos trastes você sustenta? Com o dinheiro do povo
Ah! Minha linda cidade vicentina
Quanto provincianismo corre por tuas veias e vias? Quanta tacanhez ainda te amordaçará?
Te fizeram palco e palanque de disputas soberbas Te amarraram num pelourinho, te açoitaram e te contaram mentiras E pela manhã tu virou de todo mundo e de ninguém que te mereça
E eu, nascido de tuas entranhas em noite de lua cheia Criada no fio de esperança de um cuzinho pregado na merda Garanti sobrevivência do jeito que pude, por isso, te odeio e te amo, numa relação desgraçada que te vejo sendo usada  e assim, sou também usado. 
Caralho! 
Eu quero botar o bloco na rua (parafraseando Sampaio) Eu quero poder ir à praia e não tomar geral da polícia Eu quero poder ir ao CREI e ser atendido com dignidade Eu quero poder mijar, transar e gozar sem ser censurado
Mas não! Aqui... Só um monte de cuzão! 
Esperando o ca…