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Mostrando postagens de Dezembro, 2012

Caminhantes

Este foi um ano difícil amigo
De muitas perdas e amarguras
Confesso que me perguntei muitas vezes;
Que caminho é este que escolhemos?

Perdido me encontrei sem respostas muitas vezes
Tentando mirar o horizonte, fiquei quase cego
Pensei em fugir, me atirar daqui, mas não tive forças nem de levantar da cama
Pois não é fácil equilibrar esperança quando o mundo desaba

Quando o mundo mata
Quando tantas mães e pais choram
Quando tanta gente morre

Por terra 
Por teto
Por comida
Por trabalho

Amigo
Me sinto pequeno diante de tudo isso, sem forças
Sinto vontade de me esconder
Dormir e não acordar, entende?

Ontem recebi uma noticia de morte (assassinato) de alguém próximo a mim
Que peguei no colo, brinquei, toquei bateria junto
Se foi... Assim;
Como se fosse nada... Com apenas 20 anos

Dói pra caralho
Nos faz pensar tanta merda
Rever conceitos e teorias
...

Tá difícil amigo 
Tá difícil pra caralho mesmo!
Sufoco de torturar
Este ano foi um inferno tu sabe

Acho que senão fosse tua acolhida, teu apoio e
teu companheirismo nos momen…

De úlcera, de cansaço ou de luzes de natal

Nesta época do ano as casas, as ruas da cidade
e todo o concreto armado são enfeitados de luzes natalinas
Simbolizando a beleza e a certeza da profunda humanidade humana
Que esbanja energia num mundo com sérios problemas ambientais

(para não dizer os sociais)

Andando pela cidade vejo as dentaduras de natal corroerem
minha retina. Pernis e aves gritam esquartejadas num banquete farto
Onde o sangue que escorreu nos abatedouros,
servirá de simbolo confraternal para a noite feliz

Regados a champanhe, cerveja e vinho barato
Ceamos nós miseráveis que gastamos nossos últimos tostões
Para ritualizar a passagem, "da merda a merda"
E há quem queira espiritualizar isso

Enquanto na mesma noite feliz, gente na rua se prostitui e implora por trocados que lhe garantam mais um dia de sobrevivência neste mundo animal, enquanto a igreja podre
há séculos toca seus sinos de opressão e invoca seu sermão canalha
Sem contar todas as outras desgraças que se entulham nessa mesma noite

Assumo:  Com todos os vermes e…

Confusão

Por enquanto,
só o silêncio amarrado em meu peito quero por perto
Tanta confusão e tanto desespero
varreram minha morada

Não sei se sinto ódio de mim,
ou se deixo tudo para trás
No momento,
este tudo que me deixou sem nada me dói
quando realmente eu nunca quis nada
Porém, me sinto agora um nada e não é justo!

Foram os dias e as noites em nada
assim, humilhado... E de nada vale
e ninguém entende, me sinto vazio

Se foram as ideias e as utopias
Um preço caro, ousado e sem graça
Não vale um cu, nenhum propósito
Mas estou cansado de apanhar

Vencido
Confesso que perdi todos os meus sonhos
e todas as minhas ilusões

Fracassei até aqui
Tenho que admitir sem medo de culpa
Assim, seguir com as forças que me sobram
e ajeitar o entulho que virou minha vida

Pra que se lembrar de um nome?

Quando a chupada é boa para que se lembrar de um nome?
De um rosto, de uma ideia, de um conceito estampado na cama
problematizando o universo, enquanto, tudo que se quer é gozar!

E gozar alimenta a alma e liberta os demônios 
Ah! Vem de noite e me possui, me domina, me bate que sou teu 

Liberta-me! Vem sem dono e sem amarras
Me ponha em correntes e me surre de quatro
Quero ser escravizado pela sua violência sexual
Alcançar  mil orgasmos de liberdade e morrer em teus braços

Depois sem culpa e sem remorso
Morrer também em outros braços
Acordar em outras camas
Experimentar outros corpos

Curtir todo o fel,  todo o mel e toda merda, orgasmo, saliva, suor e porra que a vida tiver a oferecer

Así que buscar la libertad

Tengo el pelo largo
y muchas preguntas en mi cabeza
No tengo ninguna certeza de nada
sólo cabe duda

No tengo verdades
Sólo soy un soñador
Soñando todo el día
Para los días de paz

Sin látigos
Sin mazmorras
Sin traiciones

Tengo el pelo  largo
sólo cabe duda
Así que buscar la libertad

Simulacros

Eu não quero obter mais informações Meus cabelos estão brancos e cansados de tantas atualizações Conheci um principio básico de viver e estou tentando me caber nele Me basta essa ferrugem analógica social
Não sou e nem quero muito nesta briga de espelhos Doravante: ficarei calado, olhando os abutres tecnológicos absorverem tudo Pois, sei que virão um dia em meu encalço, impiedosamente E nada poderei fazer, mas, enquanto isso, vou rir do destino e das velhas armadilhas baratas e embaladas de ilusões confortáveis que a maioria das pessoas compram para mascarar a miséria social que produziram
Na verdade, eu não sou nada As dicotomias sociais me fizeram deste modo De zero a um me fizeram um zero a esquerda  Ou do zero ao zero, não me importo O lixo que me empurram quase sempre transformo em adubo  e faço germinar ideias, minha colheita é imperceptível
Morrerei assim:
Sem abrigo Sem teletransporte Sem USB Sem aplicativo Sem hiper texto Sem decodificações Sem exposições imagéticas em rede Sem reinicialização d…

Todo tiempo

Podría darme un pequeño rincón de paz en ti?
Calma mi pecho, entiendo que no soy perfecto, ni ació
Podría darme su mano y camina conmigo
para buscar la libertad?

Confieso que no soy suficiente para encontrar el amor solo
Y todo lo que viene a mis ojos es tan triste
Así que muchos abandonos y pérdidas.
Me siento ciego. Necesitado

Todo tiempo

Podría caminar conmigo? porque
Veo en ti la fuerza que necesito
Creo que sólo usted me puede mostrar lo que no puedo ver
Te quiero mujer con el pelo rojo

Dueña de mi cabeza
Te quiero

Este lugar sin detenciones

Tengo la impresión de que
Yo no pertenezco a este lugar
Tengo la impresión de que
Yo no soy parte de algunos

Fronteras que me están impidiendo?
Para vivir ...

Busco,
estoy tratando de encontrar mi lugar,
mi camino, en todas las partes

Dentro de mí, ustedes, en otros cuerpos,
en el que las ideas se pierden en otras ideas
Sólo

Me siento tan pequeño
Quiero magia, mística,
el encanto de encotro con energías

Quiero vivir otro día sin detenciones

Quiero ser libre en este lugar
Todos aspiram
Y todo lo que sabemos tan poco acerca de este lugar es
Tan poco

Y asi las "traças" del mundo
Que absorvem y  que abandonam
Que matam

Para detener el tiempo
Que  quiero vivir
Quiero amar sin cadenas
Y ser amado cada segundo sin ilusiones

Essas pessoas revolucionárias...

Quem é essa pessoa revolucionária?
Rebelde das pontas dos pés até o último fio de cabelo
Que tudo confronta, tudo enfrenta, arruína,
cria anarquia, caos e confunde pensamentos

Quem é essa pessoa? Essa maldita pessoa
Que não aceita um dedo na cara,  um teco de subordinação
Não aceita ser propriedade ou coisificada, quem é essa pessoa?
Que não para quieta e morde os calcanhares de todas as doutrinas

Qual sua intenção ideológica? Forma de pensar?
Subversão, praga, abismo, inferno, loucura
Quem é essa pessoa? Quem? Quem? Quem?

Somos todos nós!
Livres, loucos. lindos, atrevidos e vorazes
E nem mais um dia de sujeição!
E nem mais um dia de silêncio amargo travado na garganta

Chega de camisa de mortalha

O fantasma que nos mata

Não somos iguais, (e não temos culpa)
Somos diferentes numa busca por pontos comuns É justa essa busca! Porém, inevitavelmente  os pontos se chocam, queimam!
E tudo vira cinza... Os dias, as ideias, as relações... E tudo se confunde, tudo vira do avesso Não há certo no incerto 
Só medo da solidão, do vazio que devora Quando as contas chegam Quando a vida real explode Mas, até isso, faz parte do fantasma que nos mata