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Mostrando postagens de Outubro, 2012

De estar em paz

Com esperança eu miro o horizonte
Acreditando que os sonhos irão crescer 
e as dores se tornaram mais suportáveis
neste caminho de perdas e abandonos

Com esperança às vezes eu me distancio de mim
Me perco, me machuco e sem saber a medida de minhas entregas
Corro de volta para minha concha protetora
Sou um tanto solitário, sei...

Mas, com esperança eu luto as guerras impostas
e aquelas que criei... Não preocupado, não aflito
Nem de estar livre, nem de estar aprisionado 
Somente

De estar em paz

Mirando esses olhos lindos de desconfiança
Que renova a vida e me faz acreditar
Que algo de mim se perpetuará para além de meu tempo
Para além de meus medos e segredos

Miséria e demônios eletrônicos

Tantas ilusões no atacado das mentiras
Só vejo zumbitização da vida. Estamos a venda? 
Expostos num balcão igual carne de abate
Igual carne ferida de quem perdeu a vida

Onde está a ácracia?

Crer num cargo, num diploma Numa carreira, numa casa na praia Num blogg, numa estúpida ideia para defender
Tudo tão insignificante e massificante
Velhas construções cíclicas de poder Todas feitas para oprimir e subjugar
Perversão e controle
Morte e desespero Um mundo afundado em pragmatismos
Valores autoritários e superficiais Não dá nem para gozar sem ser classificado Hétero ou não hétero, liberto ou não liberto, promiscuo ou não promiscuo
Todos subordinados, todos re-identificados Soldadinhos de chumbo marchando para a morte
Conectados a rede da morte cyberespacial
Quão triste tornou-se a vida dentro dessa caixa Quão triste...
Quadrado de ideias que rotulam para desqualificar, assassinar e escravizar
Não há atrevimento Não há questionamento Não há nada...

Só miséria e demônios a matar
E assim, Morremos e morrem 

Todos o…

Vida imprestável

Vida imprestável 
Tão insustentável que dói
Escorre dos dedos e nos desnuda sem piedade

Perversa e implacável
Quem assume suas rédeas?
Quem elabora suas mazelas e separa o trigo a quem não merece?

Será que devemos chorar?
Ou só nos amaldiçoarmos por todos os açoites impostos?

Vida imprestável
Não há nada que recebamos de bom grado
Tudo cobra e retira

Puta
Sádica
Paranoica
Tudo que toca apodrece ou é escravizado

Quem te comanda e não deixa florescer a justiça?

Não quero ser teu servo
Não aceitarei teus desígnios morais que maculam os livres

Não há glória em teu seio
Só a ruína e a desgraça espreita
Calculista cheira a cemitério

Eu me despeço de ti imprestável
Pois, meu coração ninguém irá governar
E minha integridade assim viverá, sem dias bárbaros chamados de heróicos