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Mostrando postagens de Setembro, 2012

Calvário

Qual será o dever social deste nobre homem?
Viver servindo ao Estado
e as mentiras institucionalizadas?

Qual será o dever social deste pobre homem
Ser apenas uma ferramenta de engrenagem
que nunca descansa ou se liberta?

Disseram que haveria avanço
Disseram que haveria progresso

Pra quem?

Se tudo retiram deste homem
Se tudo impõem a este homem

Porca, parafuso, martelo, torno, gravata, teclado, agenda, celular, e-mail...

E os anos que se passam 
E a vida que se arrasta 
E os sonhos que se calam
Lentamente... Nada explica ou justifica a existência esmagada

Assim

Tudo se esvai na função social que se deve cumprir
Tudo se perde nas horas marcadas de um dia determinado
E tudo acaba!  Na saudade, na dor, nos calos e na solidão dos dias

Sem sentido
Sem essência
Sem respostas

Um eterno calvário