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Mostrando postagens de Agosto, 2012

Inconstância

Essa febre que não passa
Essa dor que não alivia
Há anos eu morro todos os dias

Explosão
Querendo solidificar

Sinto medo
Confesso
Sinto medo
Tristeza e fragilidade
Cansaço e tédio 

Eu sei
Há partes de mim em lugares onde eu nunca fui
Há partes de mim dentro de pessoas que eu nunca conheci

Mas, sinto medo... Tanto
Da rotina que consome, 
dos dias sempre iguais, 
dos sonhos que não verei florescer

Quem sabe... Uma canção me liberte
Uma dança silenciosa
Ou uma poesia cinza ao menos,
embriague minha inconstância de viver

Não sei...
Recuo para dentro de mim
Não quero respostas nem duelos
Apenas, renovar a vida em tempos de desespero

E eu

Corro feito louco
Atrás de um tempo que não alcanço

Minhas pernas
Meu corpo
Minhas ideias
Minha alma

Tudo se cansa
Tudo se esvai
Tudo se perde
Na poeira destes dias

Cinzas

E eu
continuo me perguntando:
Por que percorrer essa estrada?
Não quero vencer nada
Não quero ter que competir com ninguém

Mas atirado no meio de uma guerra sem juízo
Sem água, sem abrigo
Com armas de fogo
Sinto-me queimar de solidão

Sinto na verdade o abandono
como a única coisa precisa e verdadeira

E eu
também abandono
Porque eu também sou abandono