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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

Ideias soberbas

Ontem eu bebi com os porcos
Enquanto transava com ideias soberbas
Estranho dizer que posso trepar todas
Mas nunca me envolver por inteiro

Só me interessa o que é profundo
E quão inútil é isso?
E quão estúpido?
Eu não sei! Mas gosto de problematizar e fingir intensidade

Porque mesmo de ressaca, eu choro, grito e soco!
Mas não lamento minhas dores
Nem me arrependo de minhas vaidades

Na verdade não vejo graça na desgraça
Por isso, só ando armado e mal humorado

Oras, o que vou admitir sem admitir
Apenas admito, sou o ser mais excluso, sim!

Dentro de minha inclusão libertária
Eu fodo com os ventos e as tempestades
Danço com anjos e demônios e trepo muitoCom deuses, teorias e utopias

O de sempre, significados...
Nem ligo, nem acredito
Não busco calmaria
Terei esse tempo quando morrer

Quando os malditos vermes comerem minha carne
E ficar comprovado que não servimos pra nada

Palavras ao vento

Ah! Eu sei que se desistir agora
De nada valerá toda essa caminhada

Eu sei também que palavras proliferadas ao vento
Ferem mais que balas na carne
E na maioria das vezes ficamos irreconhecíveis

Mas quantas vezes eu também apertei o gatilho
E quantas vezes eu me embriaguei pra esquecer
Esquecer o que eu não podia compreender
E não podendo suportar, matei

Matei
Fui morto
Assassinos do que afinal?

Diante de todo esse sangue espalhado
Olhe ao redor, tudo destruido!
Identidades, velhos ciclos de resistência
E de quem é a culpa?

Ah! Te digo, esquece!

Pois esse corpo que tu vê já não é o mesmo
Cansado, gordo e fatigado
Criou asco, cheira a morte e aguça os vermes

Uma oferenda ao sacrifício dos hipócritas, ok

Sem medo, aceito minha morte
Mesmo que ultraje
Mas não sem luta

Não sem lutar a luta dos loucos, dos vadios e dos pederastas
Porque assim, me sinto eu
Entre meus próprios demonios que construi pra ser livre
Mesmo não acreditando em liberdade

Indignados

Trago uma construção em mim
Que dói e quase sempre gera angústia
Trago uma construção em mim
Que destrói e quer me fazer cúmplice

Eu sei onde quero ir
E sei o preço que tenho que pagar
Eu sei as merdas que fizeram
E sei o peso que isso tem sobre mim

Aprendi obedecer
Em casa
Na escola
Na igreja
No trabalho

Traduzindo:

Aprendi a usar um cabresto
Que me guia por caminhos que não são meus

E mais:

Aprendi a viver de uma forma
Que arranca minha identidade dia a dia

E mesmo em luta me confudo
Me perco, me firo, me fodo!

Desconstruir o construido?

Sim e sei lá! O que sei é que não estou só
Há muitos por aí parecidos comigo

Indignados

E juntos, há de se contruir em luta, ao menos, esperança de dias melhores

Ao contrário, morrer só, submisso!
Regando ideias num quintal vazio
Pra esconder a solidão
E disfarçar a covardia

Eu sei, eu sei...

Vivo num buraco cheirando a merda rindo do futuro
Não peço desculpas nem me abalo com a solidão
Meu lugar é na rua, no boteco, bêbado e vadiando

Pode me estranhar o quanto quiser
Mas cansei de correntes e certezas

Prefiro ser solto no mundo
Viver sem abrigo
Não pagar aluguel a ninguém
Aproveitar a chuva e o sol em dias de semana

Sei, sei, sei....

Hoje eu me perdi
Ontem também
Amanhã quem sabe

Não derrubo lágrimas, acredite!
Cometo meus crimes e pra variar
Mato pra não morrer

Impuro
Detestável
Sei lá

Acostumado com lixo
Plantei uma flor no meio dele pra ver no que dava

E aí?
Não deu em nada
Apenas me feriu e me bandiou

Foda-se! Vivo com meus ismos, ascos e nóias
Bem aventurado na hora certa

Adeus mentiras!
Cansei de estupros morais, verbais, libertários e sexuais
Adeus... Adeus

Deixe-me gozar em paz
Como e da forma que eu quero
Sou infinitamente conjulgador do verbo na primeira pessoa

De resto...
Me chupa, porra!