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Mostrando postagens de Dezembro, 2011

Menina da terra

Em saudade
Queria te escrever utopias ao vento
Para ritualizar nossas energias e aliviar nossas dores
Feito isso
Pegar em sua mão macia
Acariciar meu pênis e te levar à hemorragia

De tanto te amar
De tanto te penetrar
Em suas ideias
Em seus delirios de menina da terra

Tão excitantes! Que em multiplos orgasmos
Construo um altar em pérolas no marE ofereço um sacrificio em teu nome
Para depois embebedar-me de vinho roubado de baco

Parte de minha parte Abrigo de meu abrigo
Fantasia real de minhas vaidades
Como um punhal quero gozar onde for
No meio de uma tempestade
Ou num suspiro de um beija-flor

Oh! menina da terra
Deixe-me morrer aprisionado
Entre os teus cabelos vermelhos
Ou soberbamente costurado
Entre teus belos pentelhos

Caminhei longas estradas

Caminhei longas estradas
Numa caminhada de tantos crimes
Sempre posto em combate, testado
E as vezes subjulgado por erros não meus

Aprendi viver de muitas formas
Petrificado, apaixonado, perdido e até indiferente

Hoje continuo caminhando
Impaciente, com medo...
Mas sempre teimoso e entregue
Tenho ânsia de viver

Seja como for
Não faço cerimônias pra vida

Quando uma borboleta pousa num menino

Viajo muitos quilômetros
Com meu interesse poético sobre as coisas.
Quero pousar, num vôo vacilante de borboleta,
Nas rosas e lírios e no que mais encontrar.

Pousei em você.
Nas tuas cores, nos teus cheiros, nos teus sonhos,
No modo como o vento te embala os cabelos.
Finquei minhas patinhas na pupila dos teus profundos olhos.
Todas as tuas essências
Me inebriam de ternura, de paz e bem!

Vou a teu encontro sempre inacabada
Sem ainda ter me livrado dos meus ascos,
Meus melindros, minhas incertezas, minha tristeza.
Com espanto observo um espaço sendo a mim oferecido.

Estou carregada de bagagens inúteis, querido,
De tanto lixo obscuro, ainda hoje um demônio veio me espreitar
Mas você parece não ter nojo

E este carinho me limpa e me acalma
Cada ternura, cada palavra pronunciada
Me livra duma tristeza, de uma culpa, dum remorso.
Vou caminhando, querido.
Quero ir com você a algum lugar e você tem razão:
Pois não importa onde seja, mas sim o caminho a ele.

O que importa mesmo é este vôo borboletante,
É esta doçura d…

O algoz

Estive caminhando distante de mim Por um longo tempo
Por várias vezes no caminho parei
Tentando buscar minha alma

E quanto mais buscava
Mais me perdia e menos me entendia
Pensando estar imune a dor
Resolvi me significar em pedra

Tomando a frieza como companheira
Cobri meu corpo em mármore
E assim viveria salvo e protegido
Com os meus ascos e os meus ismos
Edifiquei um altar chamado solidão E ofereci-me em sacrifício

Assim vivi
Nem triste nem feliz Petrificado

Até que um dia de madrugada Ela veio me visitar, linda e sedutora
Abriu as portas e as janelas, sem a minha permissão
Rasgou com delicadeza minhas defesas
E liberou o cheiro podre que vivia em mim

Aos poucos em silêncio Pensei em fugir, esconder meu sexo
Olhei no espelho e querendo desafiar sua conquista Quase não suportei, frente a frente
A encarar o algoz que vivia em mim

Feriu-me
Mortalmente
Feriu-me

Percebi então que há muito tempo não me via
Velhos sentimentos explodiram
E eu enlouqueci covardemente
Fingindo solidão

Mas ela mirou-me nos olhos
E sem dizer nad…

Essa vida mortal

Disse certa vez:Essa vida mortal é tão bela e frágil Como o calcanhar de Aquiles

Não segura os demônios Não contem as tormentas Nem emite qualquer tipo de resposta
Repito e acrescento: Abrir-se ao mundo é deixar o inferno entrar Será traído e apunhalado covardemente
Ok! Doravante Não mais morrerei só Farei do inferno minha casa E dos demônios minhas línguas de fogo
Pois, sou tão sujo e podre Que vou guerrear e fazer sangrar sem piedades
Afinal, a piedade é bajulação dos canalhas E bajulação me faz vomitar
Quero mesmo é morrer de sanidade Trepando e gozando com a loucura
Ah! Vida mortal tão bela e frágil Dê-me mais uma dose de seu veneno
Deste néctar quero saciar minha sede Até adquirir uma cirrose Uma trombose Coagulo sanguíneo
E quando morrer Atirem-me numa vala Ou sirvam-me num despacho de sexta-feira Junto com uma garrafa de pinga e um frango degolado
Decreto assim Minha liberdade