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Mostrando postagens de Fevereiro, 2011

Diga não ao aumento do busão! 1° Ato contra o aumento da tarifa em São Vicente/Santos/Praia Grande e região da Baixada

Post de origem Rádio da Juventude Desde o início deste ano estão ocorrendo todas as quintas-feiras manifestações em São Paulo devido ao aumento da tarifa de ônibus. Por duas vezes, acabou em pancadaria. No entanto, o movimento ganhou visibilidade e força, agregando cada vez mais pessoas, organizações, estudantes, trabalhadores… Indignados com o transporte público, um serviço caro, de péssima qualidade que as prefeituras “terceirizaram” e que hoje se tornou monopólio de empresas privadas que fazem o que bem entendem, o movimento se tornou um exemplo de expressão popular, pois não dá mais pra ficar sentado esperando nossos representantes políticos decidirem o que é melhor para nossa vida.Realidade somente de São Paulo?Não! É uma realidade que se repete em diversas cidades do Brasil, tanto que começou em Florianópolis, impulsionado pelo MPL (Movimento Passe Livre)Aqui na Baixada Santista, nossa realidade ainda é pior: temos a particularidade dos coletivos não terem mais cobradores, quer …

Nada de rosas

1 - Faca 2 - Carne 3 - Suspiro e um adeus sobre a lâmina 4 - Nada de rosas
Aquele amor era louco E muito Muito E de muito Ficou doente Tão doente Deixou doente Rasgou E se rasgou Rasgado Igual papel Esparramou
Perdendo se na noite Vazia Vadia Melancólica Fria frágil
Lagrimando Em profunda confusão Murcha Cortante Solitária E partiu Sem adeus ou perdão Partiu

Devir

Consuma-se em desespero Enquanto embaraço seus cabelos Libertando seus demônios em caos profundo
O que você vê, não é o que é Precisa ser devorado e decifrado Adiáfora? Não tente ler o mundo como presa
(O repertório é limitado)
Hoje, tudo é diferente de ontem E não somos mais quem fomos
Caçadores ou presas É tudo que resta no coração flagelado de almas fugitivas
Quem nunca se escondeu por de trás de túmulos heróicos e vazios?
Com medo de olhar nos olhos De sentir, de tocar De viver O que não se pode controlar Quem?

Placebo

Dê-me um copo de remédio ou de veneno Para ativar em mim, vida Ou acabar logo com ela
Essa vida mortal é tão bela e frágil Como o calcanhar de Aquiles
Não segura os pesadelos Não contem as tormentas Nem emite qualquer resposta
Largados as quimeras Não há nenhum salvador Nem recompensa pela vida moral
Acorrentados aos dramas mitológicos Vivemos sobre a égide de um insustentável delírio
Chega! Eu quero atirar-me ao abismo da loucura
Cheio de morte, cheio de vida E assim, violar todo o sepulcro sagrado que ele tiver a oferecer

Conspurcado

Eu não sei o que é ser normal Nem sei o que é ser diferente A unica certeza que eu tenho É que se eu rasgar os pulsos Vou sangrar e morrer Como qualquer outra pessoa
Revelo aqui um segredo Sinto medo Medo de ser solto no mundo Sem um nome, sem uma direção Sem uma causa para se apaixonar Ou uma ideia para defender
Será pura inquietação? Aflição de espírito? Vaidade? Devaneios soltos de uma alma doente?
Não sei
(Admito só, que sinto medo)
De ser ignorado Rejeitado Incompreendido E morrer
Amarrado as sobras de um cigarro velho Conspurcado por mim E pelos demônios que não pude conter

Buraco de rato. Enrolados pelos cabelos!

Neste buraco de rato que ousamos entrar Somos (todos) puro caos trançados pelos cabelos Devorando um ao outro (sutil mente) pelo calcanhar
Fogo em brasa (somos Baco) Embriagando teorias e reinando sobre a carne
(Não há para onde fugir) (Não há como mentir)
Um beijo proibido tem sabor de navalha Finca na carne e cicatriza na alma
Mas, como dividir fado e fardo? Se o real é tão insustentável e falso, como qualquer outra ilusão ...
Doce Sombria Tolas e lúdicas! Calabouço de loucura e de solidão
Flagelar o corpo então? Transformá-lo em santuário? Que tal um copo de veneno?
Não!
Somos apenas a soma de um vil desejo carnavalesco
Morto!
Querendo respirar Entregar-se em holocausto
Neste buraco de rato Onde os Deuses Jamais se arriscam a entrar

LANÇAMENTO “POESIAS DE UM MUNDO LOUCO” -NEGO PANDA – 12/02/ – NOBEL-SARAU DAS OSTRAS

Elton Alexandre Pereira dos Santos conhecido como NP(Nego Panda) , filho de dona Alzira nascido em 12/02/1975 na zona leste da SP , crescido nas ruas da Vila Sonia bairro da periferia de Praia Grande litoral do estado .Iniciei minha trajetória como rapper aos 15 anos quando comecei a compor letras de rap , integrante do grupo de rap Ruídos Negros, com 4 participações em coletânea e um disco solo entítulado “A escolha é sua” , membro da casa do poeta brasileiro de Praia Grande, coletivo de hip hop caiçara e coletivo pra somar hip hop de praia grande integrante e vocalista também do grupo Os Pícaros e idealizador do Projeto Sarau das Ostras , 1°sarau periferico da região.
Sobre o livro :
O livro “Poesias de um mundo louco” é um livro de poesias que retrata o cotidiano da periferia, um livro que fala da dor e sofrimento do povo da classe menos favorecida, um povo que muitas vezes é esquecido pelo poder público e que muitas vezes tende a cair na marginalidade, mas também de guerreiros da…