Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Janeiro, 2011

Filme Venezuelano: Postales de Leningrado

Post de origem Rádio da Juventude
Ontem na TV Brasil(Domingo dia 30/01) Foi exibido o filmePostales de Leningrado, produção Venezuelana lançado em 2007, dirigido por Mariana Rondón. O filme conta a história do grupo de guerrilheiros (FALN) Forças Armadas de Libertação Nacional que travou uma verdadeira guerra contra a ditadura militar Venezuelana da década de 1960. A história é narrada através de duas crianças.O filme é brilhante! A forma como a história é contada através da narração lúdica das crianças aliada a uma estética e linguagem fora dos padrões cinemão (barulho e tecnologia) lembram muito (sem perder a originalidade) a sensibilidade e a subversão de Almodóvar, o que faz do filme uma obra prima, simples, documental, provocativo e profundamente humano.As cores vivas trabalhadas na fotografia do filme dão um toque de beleza poética, somada com a história de paixão, coragem, resistência e até de ingenuidade dos guerrilheiros, que lutavam por transformações sociais, entregando em m…

Sangra! E escorre pelos dedos

Sangra Meus olhos sangram
Sangra Meu peito sangra
Sangra Meus pulsos sangram
Sangra Minhas veias sangram
Sangra Minhas entranhas sangram
Sangra Minha pele sangra
Sangra Minha garganta sangra
Sangra Minha verve sangra
Sangra Minha alma sangra
Sangra, e escorre pelos dedos ensangüentados e sagrados
(vagabundeando)
(de miséria e dor)
Pelo louco desejo Que tu obriga-me a conter em flagelo

Estamos todos mortos! (não há diferenciações)

Estamos todos mortos Petrificados Num mármore gelado De pensamentos inúteis
Nossa vã filosofia Violentou (descarada mente) Toda criatividade humana
Transformando em mercadoria Qualquer manifestação Saudável de inteligência
Mero objeto de vaidades Nossas capacidades Foram inanimadas, franqueadas, adjetivadas e dizimadas
Onde está a essência? O arché?
(não há diferenciações)
Diante da morte Nos assustamos com a vida
Diante do novo Disfarçamos com o velho
(miséria de pensamento)
O que era para ser espanto Virou tragédia
O que era para ser fundamental Tornou-se prejudicial
E corre risco
Por fim Estamos todos mortos!

Sangrar e conquistar

Mente Quem diz decidir alguma coisa
Escolhe-se De acordo com o fado
Cruel e miserável
Na vida, não há nenhuma certeza
Toda ilusão tem sabor e preço
Por isso, como confiar no que vê?
A caos em tudo Dentro e fora
Atirar-se ao vento? Amar a quem?
Sentir o que? Que importa?
Só excita o que é desafio Travar guerras com o impossível
Afinal, de que vale viver Se não for para sangrar e conquistar

E assim, morremos

Num canto podre qualquer Fomos amantes por três horas
Num ritual frenético Gritamos e gememos
E entre coxas e quadris e o amor que exalava Gozamos como virgens
Ardência de mistérios, segredos e inocência
Sedentos como lobos rasgamos o veú da pureza beatificada
Libertos e libertinos
Causamos inveja e cobiça De anjos, demônios, deuses e hipócritas
E assim, morremos

A rosa é só um adeus

Veio de madrugada Disfarçada de Afrodite Não pediu abrigo Nem declarou feriado
Calmamente pediu água e onde descansar Antes do amanhecer Partiu em fúria
Destruindo quem vivia ... Feito tormenta Arrasou tudo sem compaixão
O cravo brigou com a rosa Debaixo de uma sacada O cravo saiu ferido E a rosa despedaçada
Quem feriu e despedaçou quem? A lâmina afiada de dois gumes Rasgou o coração Rasgou a alma
Carne na carne Debaixo da sacada Só restou, revolta e dor insuportável existência
Agora, a rosa é só um adeus Atirada sobre o túmulo De um cravo morto

Amor fati

Não sei onde termina o começo Nem onde inicia o fim
Entrego-me para além da sorte E que ventos me tragam a morte
Não é assim que tem sido? Para todos, desde sempre Amém!
Então, o que pode um mal destino contra mim? Se qual tal existe Não me contamino em sofrimento sem fim Desafio o que me desafia E rasgo o véu da indiferença
Meu algoz, não será nem um passado errante Nem muito menos um futuro distante
Entrego-me a vala doravante Que é vala Este presente vala É vala
Que não me canso Que não me contenho De odiar e de amar.

Arte

Arte É tudo aquilo que o ser humano criou Para suportar Enfrentar Não se conformar Confrontar Registrar Olhar Sentir Entender Encontrar... Perder-se na vida
Arte ...
Descarga de tensões Medos Desejos Vaidades Grilos
Coisas mal resolvidas Dúvidas
Fragilidade Insegurança Revolta Dor Fascínio Paixão Amor fati Insegurança Insatisfações Engajamento Luta Coragem Identidade Explosão de sentimentos
Uma fuga criativa ???
Na busca de entendimento da própria existência.

Em debate: “Panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil”. Espaço público pertence ao público!

Post de origem Rádio da JuventudeRealizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, aconteceu ontem em São Paulo dia 11/ 01 às 19 horas no auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, o debate “Panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil”, O debate teve como ponto de partida a pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que em parceria com a Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom), concluiu a pesquisa no setor e a lançou em três volumes, tendo como objetivo contribuir na construção de políticas públicas voltadas para a área de comunicação, qual o Brasil tem um déficit democrático.Marcio Pochmann, presidente do IPEA, apresentou os resultados da pesquisas. E o jurista Fábio Konder Comparato e o jornalista Paulo Henrique Amorim debateram o tema.Os principais pontos levantados foram sobre a necessidade de criar um marco regulatório para a mídia no Brasil, estabelecendo disposi…

No risco da vida

No risco da vida Um beijo pode te levar ao inferno No risco da vida As verdades não usam Chroma Key
Aprender que cada gota de sangue É perda ou abate Por isso, vivemos condenados
(expulsos)
(Andros e Gynos )
Do lado de fora Dos sonhos que não conseguimos viver As avessas Das aspirações que não conseguimos ser Oprimidos Pelo amor que recusamos entender ...
Tão somente A parte que nos falta
(fugimos)
Recusando em orgulho Para esconder a fragilidade Que pouco a pouco Se tornará o algoz De nossa solidão
No risco da vida

Como quem morre

Eu vivo a cada dia Como quem morre
Cada minuto É tão breve e solto
Nestes poucos versos Um pedaço de mim Morto
Sinto a existência Um tempo único Afiada, cruel e inexplicável
E assim
Viver é pura angústia Construção de significado Preenchimento de vazio
E nada mais

1964 dado histórico? Campanha pela Memória e pela Verdade!

As contradições de um sistema muitas vezes nos obrigam a conviver e a engolir coisas, quais nem sempre aceitamos. Mas procuramos entender para o bem de todos. Na realidade, gostando ou não, a democracia é isso, respeitar as diferenças e entrar num consenso para viver em harmonia (pelo menos em teoria).No entanto, algumas coisas são por demais absurdas e intoleráveis. Por exemplo: o novo Chefe de Gabinete de Segurança Institucional General José Elito Siqueiradisse o seguinte:" Nós temos que ver o 31 de março de 1964 como dado histórico. Da mesma forma, os desaparecidos são história da nação, que não temos que nos envergonhar ou nos vangloriar". Disse também que a memória dos tempos de ditadura pertence aos militares.(Na boa. É muito canalha! É canalha demais, dados históricos? Memória pertence aos militares?)Mas, essa frase fez parte de seu pronunciamento de posse. Evidente que em resposta ao discurso da também nova Ministra de Secretária de Direitos Humanos Maria do Rosário …

Mas... E agora Dilma?

Brasília 01 de Janeiro de 2011. Um marco na história, Dilma Rousseff a primeira mulher eleita Presidenta do Brasil assume o cargo no lugar do considerado maior estadista da história do país, Luiz Inácio (Lula) da Silva.O dia amanheceu chuvoso e parecia que o sol não iria dar as caras. Quem freqüenta as redes sociais sabe que o papo não era outro - euforia – felicidade - com uma mistura de incógnita pelo que realmente significava aquele dia tão importante para a história do país, claro que existia quem preferisse assistir futebol, ou simplesmente, vociferava críticas, por exemplo: jornalistas ditos sérios que noticiavam sobre o cabelo, o vestido, o andar... (depois reclamam do diploma que caiu) Enfim, mas o que realmente incomodava era ver o Sarney, o Temmer e toda a patota de parasitas que não largam o osso, ali cheios de amizade, e para completar a grande tragédia: Sarney dando uma de tenor com o hino nacional. Horrível e democrático.O discursoDilma fez dois discursos, para a maioria…

Fogo pelas entranhas

Não se iluda comigo Minha conexão é Banda larga Odeio Dial-up
Adoro sabotagens
Minha mente é pura trama
Invasões intergalacticas Viagens exotéricas Um baseado velho
Tudo isso me excita
E meu coração De nada se arrepende
Então, se não pode espantar os lobos ao seu redor Me entregue o seu corpo O ofereça a mim em sacrifício
Juro Te levar ao céu e ao inferno em dois segundos Pois sou Marte o Deus da guerra
E te farei sentir Fogo pelas entranhas

Assim eu queria a vida

Assim eu queria a vida Sem dores, sem dúvidas Sem adeus e sem verdades (absolutas)
Com
Amigos, amores, avalanches, mortos, feridos guerras e conflitos... Fáceis de resolver
Mas,
a liberdade existente em cada sentimento, em cada pessoa, em cada sopro de vida Não pode ser moldada, idealizada ou configurada de acordo com o soberbo delírio de um querer
Os sonhos, os desejos, as utopias Só florescem neste mundo Quando fazem sentido No encanto do encontro com o outro
De resto, tudo é puro egoísmo
Assim, querer a vida Sem o céu e o inferno Que ela tem a oferecer É nega-lá! E sentenciar-se em solidão